Blog de DHJUPIC

Irmã Dorothy Stang nasceu nos Estados Unidos em 1931. Era naturalizada brasileira. Pertencia à congregação das Irmãs de Nossa Senhora de Namur.

Atuou em várias pastorais sociais do Pará, principalmente na Comissão Pastoral da Terra, onde participava ativamente na luta dos trabalhadores do campo contra a grilagem e a devastação da floresta.

Foi assassinada em 12 de fevereiro de 2005, no interior de Anapu, cidade na beira da Transamazônica, no Pará.

Tinha 75 anos.

Uma vida dedicada a ouvir o grito da terra e o grito dos pobres, até às últimas consequências.


IRMÃ DOROTHY STANG, PRESENTE!



Franciscanas e Franciscanos pelo cuidado com a Criação

Queridas irmãs, queridos irmãos,

A Campanha da Fraternidade deste ano nos alerta para a atual crise socioambiental que afeta toda a criação de Deus. Com o tema “Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida” e o lema “Cultivar e guardar a criação” (Gn 2.15), a iniciativa busca promover o  cuidado com a criação, de modo especial dos biomas brasileiros, dons de Deus, através de relações fraternas com a vida e a cultura dos povos, à luz do Evangelho.

Diante do atual contexto, onde vivenciamos a destruição da natureza, vemos crescer a ambição e a busca por lucro a todo custo, sem considerar os impactos sofridos por nossa mãe terra, pelas populações originárias e pelos mais pobres. Diante dessa realidade, inspirados pelo Francisco de Assis e o Francisco de Roma, somos convidados a uma conversão ecológica, com mudanças no estilo de vida e engajamento nas causas socioambientais contemporâneas.

Dentre os objetivos principais, a CF tem enfoque em aprofundar o conhecimento de cada bioma, provocando o comprometimento com causas das populações originárias e na defesa de seus direitos; reforçar o compromisso com a biodiversidade, os solos, as águas e o clima e contribuir para a construção de um novo paradigma econômico ecológico; manter a articulação com outras igrejas, organizações da sociedade civil, comunidades acadêmicas e pessoas de bem; e compreender o desafio da conversão ecológica a que nos chama o nosso Papa Francisco na carta encíclica Laudato Si’.

Como franciscanas e franciscanos, somos convocados a assumir nossa responsabilidade de vivenciarmos nosso carisma em todas as suas dimensões. Animem suas fraternidades para comprometerem-se nesta causa. Que tal realizarem atividades em comunhão (JUFRA E OFS)? Baixem os materiais disponíveis nos sites (www.jufrabrasil.org e www.ofs.org.br), registrem e compartilhem as experiências para que sirvam de inspiração para outros irmãos e irmãs. Pedimos que postem textos e fotos das atividades realizadas na sua fraternidade no facebook e compartilhem nas páginas JUFRA DO BRASIL e OFS com a hashtag #Franciscan@snaCF, ou ainda mandem matérias para publicarmos em nossos sites para o email: jufrabrasil@gmail.com e secretariacnofs@gmail.com. Que São Francisco e Santa Clara nos inspirem a cuidarmos da nossa casa comum, na defesa da vida em toda sua integralidade.

Fraternalmente,

Vanderlei Suélio
Ministro nacional da OFS do Brasil

Igor Bastos
Sec. Nacional de DHJUPIC da Jufra do Brasil

Antonio Gean
Sec. Nac. de Ação Evangelizadora da Jufra do Brasil

Frei Wellington Buarque
Assistente Espiritual Nacional da Jufra do Brasil








O dia 10 de Dezembro foi estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) como Dia Internacional dos Direitos Humanos, data em que foi aprovada, em 1948, pela Assembleia Geral das Nações Unidas, a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

”Nas condições atuais da sociedade mun­dial, onde há tantas desigualdades e são cada vez mais numerosas as pessoas descartadas, privadas dos direitos humanos fundamentais, o princípio do bem comum torna-se imediatamente, como consequência lógica e inevitável, um apelo à so­lidariedade e uma opção preferencial pelos mais pobres.

Esta opção implica tirar as consequên­cias do destino comum dos bens da terra, mas exige acima de tudo con­templar a imensa dignidade do pobre à luz das mais profundas convicções de fé. Basta obser­var a realidade para compreender que, hoje, esta opção é uma exigência ética fundamental para a efetiva realização do bem comum.” #LS 158

Segundo Papa Francisco, devemos reconhecer que há um elo invisível que une cada uma das exclusões e injustiças presentes em todo o mundo. Devemos reconhecer que estas realidades destrutivas correspondem a um sistema que se tornou global e impõe a lógica do lucro a todo o custo, sem pensar na exclusão social nem na destruição da natureza.


Que neste dia reafirmemos a importância de sermos promotoras e promotores do carisma franciscano, sendo presença ativa na sociedade, nos unindo a toda fraternidade universal na defesa dos direitos humanos, da justiça, da paz e integridade da criação.

Meu nome é Lorena de Castro Oliveira, sou Jufrista e, no dia 29/11/2016, participei da manifestação em Brasília contra a PEC 55 (PEC do teto dos gastos) juntamente com estudantes, secundaristas e professores. Presenciei diversos momentos, sendo estes bons e ruins. Chegamos a Brasília aproximadamente 11 horas da manhã. As ruas estavam cheias, muita música e gritos de ordem. A partir daí começou-se uma conversa para que pudéssemos decidir o que faríamos de Ato concreto ao chegar ao Congresso Nacional.

Houve muitas divergências, claro, muitos estavam dispostos a sofrer Repressão policial (o que parecia ser normal, quando se trata de uma manifestação) como: “tomar tiros de balas de borracha", “bombas de efeitos moral”, entre outros. Os argumentos foram de que se essa manifestação fosse pacífica não seríamos ouvidos, como de fato não estávamos sendo. Outros queriam uma caminhada pacífica, sem que houvesse Atos Radicais. Posteriormente, iniciamos a caminhada do Museu Nacional até o Congresso Nacional, onde já estavam acontecendo às votações da Reforma do Ensino Médio e, às 20 horas, iria começar a votação da PEC 55.

Nessa caminhada observei diversos movimentos e muita diversidade: Homossexuais, Negros, Mulheres, Índios... Todos querendo que sua voz fosse ouvida. Enfim, ao chegar em frente ao Congresso, após 15 minutos, aproximadamente, houve um ato isolado: um carro foi jogado em direção à PM. Foi aí então que começou a repressão policial, bombas de gás lacrimogêneo, bombas de efeito moral, gritos... Dessa vez não eram gritos de ordem, mas de medo, gritos de angústia e raiva. Presenciei muitas pessoas caídas no chão, desmaiadas por causa do gás, pessoas sangrando, outras apanhando da polícia, crianças sumidas...

Conversando com uma senhora na manifestação, ela relatou sua indignação. Ela, que já tinha participado de uma manifestação na ditadura, dizia estar exatamente igual àquela manifestação na qual estávamos participando. E, de fato, foi tanta repressão que não conseguimos voltar. Até cerca de 6 quilômetros do Congresso ainda se viam e ouviam bombas. Fomos obrigados a ir embora, pois já não havia mais condições de permanecer ali. Ao voltar para casa, me perguntei se estamos em um país livre de fato ou se vivemos em uma falsa democracia. Paz e Bem!

OBS.: A Jufrista Luiza Andrade, secretária local de DHJUPIC, também esteve presente na manifestação.

Lorena, 21 anos
Sec. Local de Finanças - Fraternidade Monte Alverne (SJDR).

São João Del Rei/MG, 01 de dezembro de 2016.
Queridos/as irmãos/ãs, paz e bem

A Juventude Franciscana do Brasil, através da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, Justiça, Paz e Integridade da Criação – DHJUPIC, apresenta a 7ª Jornada Franciscana Nacional pelos Direitos Humanos. Com o tema ”Economia e DIREITOS” e o lema “Este Sistema é INSUPORTÁVEL: Exclui, Degrada, Mata” iremos abordar os ensinamentos, as denúncias e as ações que o Papa Francisco nos apresenta e nos desafia.

Como cristãos/ãs e franciscanos/as, não podemos ser coniventes com uma sociedade onde há tanto sofrimento e injustiça. Uma sociedade que ameaça o solo, a água, o ar e toda a Criação em nome de um crescimento que exalta o valor econômico e descarta o valor da vida e a dignidade humana.

Assim, o Papa nos diz: “Precisamos e queremos uma mudança! Uma mudança real, uma mudança de estruturas. Devemos reconhecer que há um elo invisível que une cada uma das exclusões e injustiças presentes em todo o mundo. Devemos reconhecer que estas realidades destrutivas correspondem a um sistema que se tornou global e impõe a lógica do lucro a todo o custo, sem pensar na exclusão social nem na destruição da natureza”.

Temos acompanhado muitos retrocessos sociais com o intuito de “ajustar a economia”. Proposta de Emenda Constitucional para limitar investimentos em saúde e educação; reforma da previdência social e das leis trabalhistas dificultando ainda mais a vida dos/as trabalhadores/as; Diminuição de programas de distribuição de renda. Mas, afinal, que economia é essa? A quem ela serve?

Convidamos a todos/as a participarem desta 7ª Jornada Franciscana Nacional pelos Direitos Humanos. Animem suas fraternidades e comunidades para gritarmos a uma só voz: NENHUM DIREITO A MENOS! Que o Francisco de Assis e o Francisco de Roma, com a intercessão de Santa Clara, nos abençoem, nos deem força, fé e coragem para nos empenharmos cada vez mais em viver e trabalhar pela justiça, pela paz e pela integridade da criação, na promoção da “globalização da esperança, que nasce dos povos e cresce entre os pobres”.

Para baixar os materiais, clique aqui.