Blog de DHJUPIC
Durante os dias 23 e 24 de Julho de 2016,aconteceu em Ribeirão das Neves,Região Metropolitana de Belo Horizonte o 1° Encontro Estadual da CEBs(Comunidades Eclesiais de Base), trazendo a reflexão "Juventude e CEBs ", foram convidados cerca de 20 jovens,sendo eles,Julie da Mata Ferreira e Nathália Queiroz Silva,representando a JUFRA  

Dom Helder Camara.

O encontro abordou os desafios que jovens possuem em uma comunidade mais participativa, na tentativa de discutir assuntos que acontecem em suas pastorais. A CEBS acredita que faltam jovens que estejam com atuação, mesmo sabendo que eles tem interesse em trabalhos de apoio e em busca de transformação. No decorrer da reunião foram realizadas atividades de canto,dança, discussões em grupo de diferentes cidades e momento cultural.

Cada jovem falou de seu trabalho em que atua em seus grupos e o que busca pra um futuro e suas preocupações. Segundo Nathália Queiroz,que sentiu o chamado de um trabalho mais profundo, o encontro foi muito prazeroso pois sabe que ainda há esperanças para obras voltadas a atender aqueles em situações dos mais excluídos.

Uma das deliberações, será a participação no ‘Grito dos Excluídos’,que acontecerá no dia 07 de setembro, aproveitando o feriado coma ída para a cidade de Romaria(MG),onde movimentos se encontrão com o intuito de reivindicar justiça e clamar por uma sociedade mais fraterna.
Durante os dias 28 e 29 de julho aconteceu, em Brasília-DF, a Reunião Ampliada do Comitê Nacional em Defesa dos Territórios Frente à Mineração. Com o tema: “A Resistência e Luta Contra o Modelo Mineral Brasileiro em Tempos de Ruptura Democrática”, o encontro abordou os desafios e as ações nesse contexto tão difícil de perda de direitos e de rompimento democrático.

Segundo Daniele Silva, Secretária Nacional de Comunicação Social, Registro e Arquivo e representante da Jufra do Brasil na reunião, foram debatidos a movimentação internacional da mineração do ponto de vista econômico no cenário pós boom; as implicações do momento político brasileiro à pauta da mineração; as questões relacionadas ao direito, saúde e segurança do trabalhador da mineração, onde foram apontados os vários problemas que atingem a classe trabalhadora incluindo  uma familiarização com a triste situação das mulheres que trabalham nesse setor e a questão do rompimento da barragem de Fundão em Mariana-MG em novembro de 2015 que provocou o maior desastre ambiental da história brasileira e que continua trazendo problemas que ultrapassam o ponto  de vista ecológico. Até o momento pouco foi feito e a população local, bem como a de cidades e Estados vizinhos ao local do acidente, continuam sofrendo com a poluição da água, morte e contaminação de pescados, problemas de saúde relacionados ao contato com a lama seja na época do ocorrido ou agora quando a poeira se espalha pelo ar e promove o aumento de doenças respiratórias, injustiças na área trabalhista, desemprego além do imenso mar de lama que continua a avançar no oceano.

A expansão da mineração no Brasil nos últimos 10 anos tem trazido impactos significativos para as comunidades e o meio ambiente. De várias partes de nosso território ressoam denúncias de injustiças socioambientais provocados pela mineração e sua cadeia produtiva, de transformação, escoamento e exportação.

Nesse contexto, o Comitê foi lançado no dia 29 de maio de 2013 e é composto por diversas organizações de trabalhadores/as das minerações, quilombolas, assentados/as e agricultores/as familiares, povos indígenas, ribeirinhos/as, pescadores/as, cidadãos/ãs e comunidades atingidas e ameaçadas pela cadeia da mineração e organizações não governamentais. A Jufra do Brasil e o Sinfrajupe compõem a articulação desde o seu lançamento.
Hoje, Dia Mundial do Meio Ambiente, A Jufra do Brasil denuncia os 7 meses de impunidade dos crimes cometidos pela Samarco (Vale/BHP). Durante o Encontro Brasileiro de Movimento Populares em Diálogo com Papa Francisco, A Jufrista Julie da Mata, da Fraternidade Dom Hélder Câmara, realizou a campanha ‪#‎VivaLaudatoSi como parte da Semana Laudato Si, onde será celebrado 1 ano do lançamento da Encíclica em que o Papa denuncia os crimes que cometemos contra a nossa Casa Comum.

"Será realista esperar que quem está obcecado com a maximização dos lucros se detenha a considerar os efeitos ambientais que deixará às próximas gerações?" Papa Francisco








 O mês de Abril é conhecido no âmbito da sociedade brasileira como o mês das questões indígenas e o dia 19 de Abril como o dia do índio para lembrar a data histórica de 1940 quando se deu o Primeiro Congresso Indigenista Interamericano no México; o evento quase fracassou nos dias de abertura, mas teve sucesso no dia 19 quando as lideranças indígenas aceitaram participar das reuniões e se fizeram presentes para discutir seus direitos em um encontro marcante, buscando garantir as suas reivindicações. Esta data foi criada em 1943, pelo presidente Getúlio Vargas, com o decreto 5540. Fica então bem claro que esta data não foi criada em circunstâncias festivas e muito menos de comemoração. 

 Por ocasião desta data é comum encontrar nas escolas e instituições comemorações com fantasias, crianças pintadas, músicas e atividades culturais; no entanto é questionável a maneira como são conduzidas essas práticas, pois muitas vezes além de reproduzir antigos preconceitos e estereótipos, não geram aprendizagem alguma. O estereotipo é causado pelo uso frequente da imagem distorcida dos índios nos grandes meios de comunicação e também nos livros didáticos nas escolas. O indígena trabalhado em sala de aula hoje é aquele indígena de 1500 dando a impressão que ele só se mantém índio se permanecer daquele modo. 

Jovens terenas preservando suas tradições, Aquidauana - MS.

No Brasil atual não se encontram motivos para comemorar o dia do índio, pois o que podemos ver são violências, assassinatos, ameaças e perseguição das lideranças indígenas que lutam por uma vida mais digna para seu povo, muitas vezes uma luta selada com derramamento de sangue, pois é frequente constatar vidas ceifadas e massacradas. Acompanhamos na mídia notícias de indígenas queimados, maltratados, sofrendo de muitas formas o preconceito, a discriminação, o racismo dentro dos seus ambientes de estudo, no trabalho e na sociedade como um todo. Quantas famílias e comunidades pressionadas a deixar suas terras diante da ameaça de despejos ou condenados a viver a insegurança, medo, terror nas beiras das estradas defendendo o direito à pose dos seus territórios ancestrais.
Na opinião dos povos indígenas, pesquisadores e aliados da causa, mais do que celebração ou comemoração a data sugere uma reflexão. Esta data é oportuna para a discussão de assuntos que envolvem a relação interétnica, que sempre foi marcada pela intolerância, preconceito e discriminação desde a colonização. Um chamado a quebrar paradigmas carregados de estereótipos e expressões pejorativas sobre os povos indígenas apresentando uma imagem do índio que vive nu, bêbado, maltrapilho, preguiçoso; aquele índio que come gente.
Professor Lídio, Guaraní Kaiowa na defesa de seu mestrado em educação, Dourados - MS.

Caros leitores, é necessário tomar consciência que a cultura indígena faz parte da essência da pessoa e que não se deixa de ser índio por viver na sociedade contemporânea, então é necessário fazer uma discussão sobre a cultura indígena e mostrar que estes povos não vivem mais como em 1500, eles são contemporâneos e têm os mesmos direitos que todos os brasileiros.  Nos últimos anos os povos indígenas avançaram muito criando mecanismos de reivindicações e denúncias, implementando, assim as políticas indigenistas. Muitos foram para as universidades e assim ganharam a possibilidade do debate para lutarem pela sobrevivência, respeitabilidade e espaço na sociedade brasileira e contrariando a expectativa dos colonizadores, os índios criaram mecanismos de defesa e resistência, de luta constante diante dos desafios que enfrentam como populações minoritárias, e nem por isso deixam de ser indígenas e de preservar a cultura e os costumes. 
            O maior desafio dos estudiosos e pesquisadores contemporâneos é contribuir para que a visão errônea sobre os povos indígenas seja modificada e a necessidade de compreender as suas manifestações culturais para que se construa um mundo onde eles sejam respeitados pelas suas diferenças. Torna-se urgente fazer debates sobre o que podemos aprender com esses povos e acima de tudo lembrar que eles cobram o respeito pela sua identidade e cultura e o reconhecimento dos seus direitos como filhos deste país na sua diferença e diversidade cultural e principalmente o direito à demarcação de suas terras. Comemorar o dia do índio é celebrar a história, a cultura e as raízes do nosso país, não é apenas valorizar o povo que só contribuiu para a formação cultural do Brasil, mas respeitar, preservar e aproveitar o legado dos índios nas suas artes, conhecimentos, tecnologias, espiritualidade, convivência harmoniosa com Deus, com as pessoas e com a natureza.


Frei Wagner José da Rosa, OFM

A Juventude Franciscana do Brasil, em consonância com a CNBB e diversas  organizações, pastorais e movimentos, reafirma sua posição em defesa do Estado Democrático de Direito. Também continuamos no engajamento por uma reforma política democrática para combater a falta de pluralidade representativa, a corrupção e a influência direta do poder econômico na política.

"Declaramos nossa firme vontade de construir a JUSTIÇA e a PAZ em nível pessoal, familiar, social e político, inspirando-nos nas exigências cristãs da caridade." (Manifesto da Juventude Franciscana, Item 15)

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