Blog de DHJUPIC


O dia 10 de Dezembro foi estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) como Dia Internacional dos Direitos Humanos, data em que foi aprovada, em 1948, pela Assembleia Geral das Nações Unidas, a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

”Nas condições atuais da sociedade mun­dial, onde há tantas desigualdades e são cada vez mais numerosas as pessoas descartadas, privadas dos direitos humanos fundamentais, o princípio do bem comum torna-se imediatamente, como consequência lógica e inevitável, um apelo à so­lidariedade e uma opção preferencial pelos mais pobres.

Esta opção implica tirar as consequên­cias do destino comum dos bens da terra, mas exige acima de tudo con­templar a imensa dignidade do pobre à luz das mais profundas convicções de fé. Basta obser­var a realidade para compreender que, hoje, esta opção é uma exigência ética fundamental para a efetiva realização do bem comum.” #LS 158

Segundo Papa Francisco, devemos reconhecer que há um elo invisível que une cada uma das exclusões e injustiças presentes em todo o mundo. Devemos reconhecer que estas realidades destrutivas correspondem a um sistema que se tornou global e impõe a lógica do lucro a todo o custo, sem pensar na exclusão social nem na destruição da natureza.


Que neste dia reafirmemos a importância de sermos promotoras e promotores do carisma franciscano, sendo presença ativa na sociedade, nos unindo a toda fraternidade universal na defesa dos direitos humanos, da justiça, da paz e integridade da criação.

Meu nome é Lorena de Castro Oliveira, sou Jufrista e, no dia 29/11/2016, participei da manifestação em Brasília contra a PEC 55 (PEC do teto dos gastos) juntamente com estudantes, secundaristas e professores. Presenciei diversos momentos, sendo estes bons e ruins. Chegamos a Brasília aproximadamente 11 horas da manhã. As ruas estavam cheias, muita música e gritos de ordem. A partir daí começou-se uma conversa para que pudéssemos decidir o que faríamos de Ato concreto ao chegar ao Congresso Nacional.

Houve muitas divergências, claro, muitos estavam dispostos a sofrer Repressão policial (o que parecia ser normal, quando se trata de uma manifestação) como: “tomar tiros de balas de borracha", “bombas de efeitos moral”, entre outros. Os argumentos foram de que se essa manifestação fosse pacífica não seríamos ouvidos, como de fato não estávamos sendo. Outros queriam uma caminhada pacífica, sem que houvesse Atos Radicais. Posteriormente, iniciamos a caminhada do Museu Nacional até o Congresso Nacional, onde já estavam acontecendo às votações da Reforma do Ensino Médio e, às 20 horas, iria começar a votação da PEC 55.

Nessa caminhada observei diversos movimentos e muita diversidade: Homossexuais, Negros, Mulheres, Índios... Todos querendo que sua voz fosse ouvida. Enfim, ao chegar em frente ao Congresso, após 15 minutos, aproximadamente, houve um ato isolado: um carro foi jogado em direção à PM. Foi aí então que começou a repressão policial, bombas de gás lacrimogêneo, bombas de efeito moral, gritos... Dessa vez não eram gritos de ordem, mas de medo, gritos de angústia e raiva. Presenciei muitas pessoas caídas no chão, desmaiadas por causa do gás, pessoas sangrando, outras apanhando da polícia, crianças sumidas...

Conversando com uma senhora na manifestação, ela relatou sua indignação. Ela, que já tinha participado de uma manifestação na ditadura, dizia estar exatamente igual àquela manifestação na qual estávamos participando. E, de fato, foi tanta repressão que não conseguimos voltar. Até cerca de 6 quilômetros do Congresso ainda se viam e ouviam bombas. Fomos obrigados a ir embora, pois já não havia mais condições de permanecer ali. Ao voltar para casa, me perguntei se estamos em um país livre de fato ou se vivemos em uma falsa democracia. Paz e Bem!

OBS.: A Jufrista Luiza Andrade, secretária local de DHJUPIC, também esteve presente na manifestação.

Lorena, 21 anos
Sec. Local de Finanças - Fraternidade Monte Alverne (SJDR).

São João Del Rei/MG, 01 de dezembro de 2016.
Queridos/as irmãos/ãs, paz e bem

A Juventude Franciscana do Brasil, através da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, Justiça, Paz e Integridade da Criação – DHJUPIC, apresenta a 7ª Jornada Franciscana Nacional pelos Direitos Humanos. Com o tema ”Economia e DIREITOS” e o lema “Este Sistema é INSUPORTÁVEL: Exclui, Degrada, Mata” iremos abordar os ensinamentos, as denúncias e as ações que o Papa Francisco nos apresenta e nos desafia.

Como cristãos/ãs e franciscanos/as, não podemos ser coniventes com uma sociedade onde há tanto sofrimento e injustiça. Uma sociedade que ameaça o solo, a água, o ar e toda a Criação em nome de um crescimento que exalta o valor econômico e descarta o valor da vida e a dignidade humana.

Assim, o Papa nos diz: “Precisamos e queremos uma mudança! Uma mudança real, uma mudança de estruturas. Devemos reconhecer que há um elo invisível que une cada uma das exclusões e injustiças presentes em todo o mundo. Devemos reconhecer que estas realidades destrutivas correspondem a um sistema que se tornou global e impõe a lógica do lucro a todo o custo, sem pensar na exclusão social nem na destruição da natureza”.

Temos acompanhado muitos retrocessos sociais com o intuito de “ajustar a economia”. Proposta de Emenda Constitucional para limitar investimentos em saúde e educação; reforma da previdência social e das leis trabalhistas dificultando ainda mais a vida dos/as trabalhadores/as; Diminuição de programas de distribuição de renda. Mas, afinal, que economia é essa? A quem ela serve?

Convidamos a todos/as a participarem desta 7ª Jornada Franciscana Nacional pelos Direitos Humanos. Animem suas fraternidades e comunidades para gritarmos a uma só voz: NENHUM DIREITO A MENOS! Que o Francisco de Assis e o Francisco de Roma, com a intercessão de Santa Clara, nos abençoem, nos deem força, fé e coragem para nos empenharmos cada vez mais em viver e trabalhar pela justiça, pela paz e pela integridade da criação, na promoção da “globalização da esperança, que nasce dos povos e cresce entre os pobres”.

Para baixar os materiais, clique aqui.


CERIMÔNIA DE LANÇAMENTO
EXPOSIÇÃO ITINERANTE LAUDATO SI’
SOBRE O CUIDADO DA CASA COMUM
Prezados(as)senhores(as):

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB)* lhe convida para a Cerimônia de Lançamento da EXPOSIÇÃO ITINERANTE SI':SOBRE O CUIDADO DA CASA COMUM. Esta iniciativa visa difundir a Carta Encíclica Laudato Si’ em diversos espaços de uma forma dinâmica e fácil compreensão, buscando criar novas consciências através de mudanças no nosso estilo de vida, da conversão ecológica e da solidariedade global.

DATA: 28 de outubro, sexta-feira
HORÁRIO: 14h30
LOCAL: Conferência Nacional dos Bispos do Brasil
SE/Sul Quadra 801 Conjunto “B”
70.200-014
BRASÍLIA – DF

Junte-se a toda Fraternidade Universal no Cuidado da Nossa Casa Comum, ouvindo tanto o grito da terra quanto o grito dos pobres. Para confirmar a sua participação, clique aqui.


*Esta é uma iniciativa da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Movimento Católico Global pelo Clima, Cáritas Brasileira, Conferência da Família Franciscana do Brasil (CFFB), Serviço Franciscano de Solidariedade (Sefras), Ação Franciscana de Ecologia e Solidariedade (Afes), Juventude Franciscana do Brasil (Jufra) e o Serviço Inter-Franciscano de Justiça, Paz e Ecologia (Sinfrajupe).
Durante os dias 23 e 24 de Julho de 2016,aconteceu em Ribeirão das Neves,Região Metropolitana de Belo Horizonte o 1° Encontro Estadual da CEBs(Comunidades Eclesiais de Base), trazendo a reflexão "Juventude e CEBs ", foram convidados cerca de 20 jovens,sendo eles,Julie da Mata Ferreira e Nathália Queiroz Silva,representando a JUFRA  

Dom Helder Camara.

O encontro abordou os desafios que jovens possuem em uma comunidade mais participativa, na tentativa de discutir assuntos que acontecem em suas pastorais. A CEBS acredita que faltam jovens que estejam com atuação, mesmo sabendo que eles tem interesse em trabalhos de apoio e em busca de transformação. No decorrer da reunião foram realizadas atividades de canto,dança, discussões em grupo de diferentes cidades e momento cultural.

Cada jovem falou de seu trabalho em que atua em seus grupos e o que busca pra um futuro e suas preocupações. Segundo Nathália Queiroz,que sentiu o chamado de um trabalho mais profundo, o encontro foi muito prazeroso pois sabe que ainda há esperanças para obras voltadas a atender aqueles em situações dos mais excluídos.

Uma das deliberações, será a participação no ‘Grito dos Excluídos’,que acontecerá no dia 07 de setembro, aproveitando o feriado coma ída para a cidade de Romaria(MG),onde movimentos se encontrão com o intuito de reivindicar justiça e clamar por uma sociedade mais fraterna.